sábado, 26 de setembro de 2009


É com grande prazer que divulgo esse livro aqui, A antologia do Absurdo Por: Victor MeloniAs linhas desta obra prezam pelo delírio de uma mente prenhe de idéias que foram paridas nas turbulentas águas dos contos fantásticos, lugar assaz pertinente para as elucubrações que opugnam aqueles que estão irremediavelmente tomados por este gênero literário. O autor, Victor Meloni, é uma destas criaturas, e se atreve a levar ao leitor o resultado das vozes que crepitam, com inquietante regularidade, em sua obsedada cabeça.Autor: Victor MeloniTema: Literatura Nacional, Ficção. Palavras-chave: contos, terror, ficção.Número de páginas: 196Peso: 236 gramasEdição: 1 (2009)Acabamento da capa: Papel supremo 250g/m², 4x0, laminação fosca.Acabamento do miolo: Papel offset 75g/m², 1x1, cadernos fresados e colados (para livros com mais de 70 páginas) ou grampeados (para livros com menos de 70 páginas), A5 Preto e Branco.Formato: Médio (140x210mm), brochura com orelhas.Bem eu recomendo o livro, para todos aqueles que gostam de um bom conto, e uma história bem interressante cheia de mistério, resumindo tudo uma boa história de um autor bem atual, uma literatura nossa, que pode ser encontrada, no clube dos autores no site: http://clubedeautores.com.br/book/4939--ANTOLOGIA_DO_ABSURDO_ by: Júnior:)

domingo, 13 de setembro de 2009

Barulhos estranhos

Quando eu tinha 9 anos de idade, mudei para uma casa nova. Era uma casa de dois andares, pequena e não muito bonita, mas ben antiga. A minha mãe a havia comprado há alguns anos, mas até então só a havia alugado. Depois de uns dois meses, já havia conhecido os vizinhos, haviam muitas crianças lá, e me enturmado. Foi quando uma das vizinhas me perguntou: "Quem é que fica acordado à noite na tua casa?", "Ninguém", eu respondi, "Então como é que eu fico ouvindo barulho de porta batendo a noite toda? Eu contei o caso para minha mãe, que não deu muita importância. Eu também não ligava muito para isso, mas os vizinhos sempre diziam: "Como vocês têm coragem de morar aí?". Logo arrumamos uma empregada e essa sim morria de medo. "Quando eu estou embaixo ouço barulhos de gente lá em cima e quando estou em cima, ouço barulho embaixo", "Deve ser o cachorro", dizíamos, "Não, o cachorro fica deitado do meu lado". Ainda assim nunca ninguém se importou. Um dia, no entanto, estávamos dormindo (minha mãe era solteira, então dormíamos eu, ela e meu irmão no mesmo quarto) quando ouvimos alguém bater à porta. Não era uma batida comum, era muito forte. Sabe quando alguém já está batendo na porta há muito tempo e, impaciente, bate ainda mais forte? Era mais ou menos assim. Minha mãe foi até a porta e perguntou quem era, não houve resposta. Mais duas vezes ela perguntou e ninguém respondeu. Eu, que sou judeu, já havia pegado meu sidur (livro de orações) e rezado vários salmos. Minha mãe, então, ligou para a empregada e perguntou se ela havia batido na porta. A empregada respondeu que não. Depois de juntar coragem, as duas saíram de seus quartos e foram ver o que era. A casa estava na mais absoluta quietude. Foi então que a minha mãe contou: o antigo dono daquela casa havia sido assassinado, aparentemente pelo seu parceiro. Desde então, a mãe, o irmão e a tia dele haviam ido morar lá, mas todos saíram com medo. Até que a minha mãe comprou a casa, mas todos as pessoas para quem ela alugava também saíam dizendo que viram coisas. Nós moramos três anos nesta casa e, desde então, nunca mais tive experiências desse tipo. Particularmente, sou muito cético quanto a essas coisas. Os vizinhos no entanto, até hoje morrem de medo da casa.

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